Crônicas de Nárnia: Príncipe Cáspian – Walt Disney Pictures, 2008 [resenha]

O segundo filme da série Crônicas de Nárnia perde um pouco da novidade. Não perde, no entanto, a grandeza da história de C. S. Lewis. Competindo com as incríveis histórias de J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis) no mercado cinematográfico, Nárnia volta-se mais a um público infanto-juvenil.

Continue lendo “Crônicas de Nárnia: Príncipe Cáspian – Walt Disney Pictures, 2008 [resenha]”

A família do futuro – Disney, 2007 [resenha]

Há exatos 3 anos a Walt Disney Pictures lançou Meet the Robinsons (“A Família do Futuro”, 2007). O filme não é mais nenhuma novidade, mas, na minha opinião, vale a pena assistir com a família ou com o namorado(a) no fim de semana. A animação é baseada no livro A day with Wilbur Robinson, do escritor, ilustrador e cineasta americano William Joyce, e foi dirigida por Stephen J. Anderson.

Continue lendo “A família do futuro – Disney, 2007 [resenha]”

Como treinar seu dragão – DreamWorks, 2010 [resenha]

Filmes para criança são um mistério para mim. Falam das coisas da vida de uma maneira simples, fazem rir do fundo da alma, divertem de uma maneira despretensiosa. Sorrisos brotam mesmo que você já saiba desde o início como o filme vai acabar. Assim é Como treinar seu dragão, animação da DreamWorks (How to train your dragon – 2010), mesma produtora de Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda.

Continue lendo “Como treinar seu dragão – DreamWorks, 2010 [resenha]”

Mulan – Walt Disney, 1998 [resenha]

Mulan é um clássico Disney tanto quanto Cinderela ou A Bela e a Fera. A animação levou 5 anos para ficar pronta e foi exibida pela primeira vez em 1998. Dirigida por Tony Brancroft e Barry Cook, foi indicada ao Oscar, ao Globo de Ouro e ao Grammy por sua trilha sonora. Mas não são os prêmios que me prendem por uma hora e meia à emocionante história de Mulan. Confesso que sempre me identifiquei com a personagem e tenho verdadeira adoração por este desenho animado. E que garota não teria? Mulan é forte, decidida e inteligente.

Continue lendo “Mulan – Walt Disney, 1998 [resenha]”

Montanha russa [crônica]

 “O jornalista é um homem que errou de profissão” – atribuída a Otto Von Bismarck

Quando terminei o colegial sabia apenas uma coisa: que deveria continuar estudando. Fora isso, a imensa disponibilidade de profissões me deixava atordoada. Cheguei a ser bióloga marinha, engenheira florestal, professora e por fim escritora. Eu sabia apenas que os números não me acompanhariam. Tentavam não influenciar minha decisão, o que me angustiava muito mais. Como decidir aos 17 anos o resto da minha vida? Mesmo assim o tempo urgia e a decisão se aproximava. Continue lendo “Montanha russa [crônica]”

Tolerância: dever ou direito? [ensaio]

O preconceito, frequentemente ligado ao medo, é um dos instintos mais primitivos do homem. Nosso intelecto irracional registra automaticamente o outro e o diferente como ameaça até que a consciência entre em cena e devolva ao animal humano a civilidade conquistada. Pode acontecer que a razão seja treinada para direcionar e manter certos preconceitos, seja pela tradição ou educação. O medo fustiga o preconceito, o preconceito promove a intolerância e a intolerância alimenta o medo. Continue lendo “Tolerância: dever ou direito? [ensaio]”

Monopólio da violência [artigo]

Weber e as milícias armadas brasileiras 

Trotsky declarou em Brest-Litovsk que “qualquer Estado baseia-se na força”.  A partir desse pressuposto Max Weber, filósofo alemão do século XX, tece uma tese conhecida como “monopólio da violência”, na qual o Estado moderno pode ser definido pelo monopólio legítimo da força nos limites de um território estabelecido (A política como vocação, 1919). Se o poder de um Estado está no controle da violência, o que aconteceria se o Estado estivesse ausente e omisso dentro de seu próprio território? Então isso seria Brasil, precisamente uma favela carioca dominada por milicianos. Continue lendo “Monopólio da violência [artigo]”

O Brazil Doado [resenha]

BIONDI, Aloysio. O Brasil Privatizado: um balanço do desmonte de Estado. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.

O livro de Aloysio Biondi “O Brasil privatizado” é amargo como uma briga perdida. O autor, derrotado e rancoroso, quer a todo custo provar em números e vírgulas (das cifras dos milhões e bilhões) que o Governo enganou o cidadão, mentiu escandalosamente, defraudou o patrimônio do contribuinte e beneficiou os compradores das empresas estatais. Continue lendo “O Brazil Doado [resenha]”

Para fazer a diferença

Quando a perversidade cotidiana nos atacava, nos apoiávamos num sonho desbotado.

Quando as pressões e responsabilidades nos assaltavam, nos refugiávamos entre camaradas. Quando os obstáculos pareciam maiores que nossas pernas e forças, mentores nos impeliram além das capacidades manifestas.

Quatro anos se passaram como um sonho. Fomos testados, estimulados, censurados, renovados, superados e aperfeiçoados. A aprendizagem nunca termina, só muda de formato. E foi nos diversos moldes encontrados na faculdade que minha juventude foi forjada. Continue lendo “Para fazer a diferença”

Para lembrar ao mundo [resenha]

► HERSEY, John. Hiroshima. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

Hiroshima, de John Hersey é uma reportagem que corrobora com a tese do jornalismo espelho da realidade. Transformada em literatura, torna-se uma narrativa com dados reais, pessoas de verdade e certo lirismo. Não bastasse a grandiosidade do tema — os efeitos da primeira bomba atômica —, a abordagem e o tratamento emprestados aos dados envolvem, informam e tocam. Continue lendo “Para lembrar ao mundo [resenha]”

A dádiva do olhar [ensaio]

Somos formados por experiências decorrentes da interação do mundo interior com o mundo exterior, a qual acontece primariamente por meio dos cinco sentidos. Quando uma pessoa não goza da plenitude de um desses sentidos, como por exemplo a visão, a reação mais primitiva dos outros diante da privação é a pena e a sensação de que a alguém foi negada a totalidade da experiência humana. No entanto, o deficiente encontra novos meios de percepção e de vivência para construir sua experiência. Continue lendo “A dádiva do olhar [ensaio]”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑